CÂNCER DE PRÓSTATA: DIÁGNÓSTICO PRECOCE CURA 96% DOS CASOS

CÂNCER DE PRÓSTATA: DIÁGNÓSTICO PRECOCE CURA 96% DOS CASOS

Médico urologista Júlio Sfreddo fala sobre a doença em entrevista ao Sindicato dos Metalúrgicos de Carlos Barbosa

O câncer de próstata é o tipo mais comum de câncer entre a população masculina, representando 29% dos diagnósticos da doença no país. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam para 65.840 novos casos de câncer de próstata a cada ano, entre 2020 e 2022. Homens com mais de 55 anos, com excesso de peso e obesidade, estão mais propensos à doença. Para falar sobre esse tema tão importante, o Sindicato dos Metalúrgicos de Carlos Barbosa realizou uma entrevista com o médico urologista Júlio Sfreddo. Você pode conferir a entrevista por vídeo em nossa fanpage: Facebook/metalurgicosdecarlosbarbosa.

Câncer de próstata é a multiplicação descontrolada das células da próstata, dando origem a um tumor maligno. A próstata é uma glândula localizada na região inferior do abdômen, logo abaixo da bexiga e à frente do reto (a porção final do intestino grosso). Ela envolve a porção inicial da uretra, o canal que leva a urina da bexiga até o orifício de saída do pênis. Os sintomas incluem dificuldade em urinar, mas, às vezes, não há sintomas.
“Hoje temos o Antígeno Prostático Específico (PSA). Quando comecei a ser urologista nós só tínhamos o exame do toque, pois isso sempre chegávamos atrasados. Isso não precisa mais acontecer. O homem se conscientizou e leva a sério a próstata. Se for diagnosticado precocemente, esse câncer tem 96% de chances de cura”, avalia Sfreddo.

De acordo com o especialista, os homens mais jovens romperam as barreiras do preconceito e compreendem com naturalidade a prevenção. “Temos mais dificuldade com pacientes com mais de 60 anos. Devemos muito ao auxílio das mulheres. Foram elas que ensinaram o homem a procurar o urologista”, diz.
Outro ponto em relação à saúde do homem envolve o câncer de pênis que, em alguns casos, envolve a amputação do membro masculino. A estimativa do INCA é de que ocorram 1.130 novos casos da doença neste ano. Os principais fatores de risco são higiene íntima inadequada e infecção por HIV.

O Ministério da Saúde também está reforçando os cuidados para o câncer de boca. Na população masculina este câncer é o quinto tipo mais incidente. O tabagismo, consumo excessivo de álcool, exposição solar sem proteção, infecção pelo vírus HPV e imunossupressão estão entre os fatores de risco para a doença que normalmente acomete homens com mais de 40 anos de idade.

De acordo com o INCA, a estimativa para o triênio 2020 a 2022 é de 11.180 novos casos ao ano.