Um final de ano diferente

Um final de ano diferente

Por Todson Marcelo Andrade,
presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Carlos Barbosa

Quando começou 2020, já prevíamos que seria um ano difícil na economia e nas reformas encaminhadas ao Congresso contra os direitos dos trabalhadores, porém com o advento da pandemia ele superou todas as expectativas negativas que poderíamos ter.

Foi um ano de muita crise econômica em nível nacional. Mesmo que em Carlos Barbosa as empresas metalúrgicas não tenham sofrido diretamente, nós, os trabalhadores, sofremos as consequências, principalmente pela elevação dos preços dos alimentos, remédios, vestuário e combustíveis; ou seja, itens de primeira necessidade.

Neste ano de 2020, muitas das ações que realizávamos, ou tínhamos planejados para realizar, não foram possíveis em virtude da pandemia. Mesmo assim, conseguimos fazer várias lives com temas importantes para os trabalhadores e sociedade; renovamos os acordos dos PPRs do grupo Tramontina e Irwin; assinamos a Convenção Coletiva que repôs a inflação do período e manutenção das cláusulas que garantem direitos para os mais de 5.000 mil metalúrgicos barbosenses.

Infelizmente, hoje, temos quase 200 mil mortes no Brasil em decorrência da Covid-19. Por mais que a grande maioria das empresas tenha dado bons exemplos nos cuidados da saúde dos seus funcionários – disponibilizando equipamentos de proteção e orientando sobre a prevenção, mesmo assim, só em nosso município foram mais de 1.500 casos confirmados e 17 óbitos. E até que seja autorizada uma vacina nacional, certamente esse número de mortes tende a se tornar muito maior.

Precisamos tomar todos os cuidados, seguir a orientação da ciência e de fontes confiáveis. Estamos nos aproximando de mais um Natal e fim de ano. Todos queremos estar ao lado dos familiares nessas datas tão especiais, mas devemos redobrar os cuidados, porque, sem saber, podemos estar contaminados. O vírus pode causar sintomas leves, no entanto, podemos transmitir a algum familiar que sofra consequências graves ou até faleça.

Os hospitais estão em seus limites e se um de nós ou familiar precisar, por algum ou outro motivo, de atendimento médico, podemos não ser atendidos devido à superlotação em virtude da Covid-19. Esse final de ano será diferente, para que muitos outros possam vir.

Se cuidem!
Um feliz Natal a todos.