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Sindicato dos Metalúrgicos de Carlos Barbosa

Notícia

Evento do Sindicato discute a situação da mulher e a necessidade de lutar contra o machismo

Na noite desta quinta-feira, 8 de março, o Sindicato dos Metalúrgicos de Carlos Barbosa realizou o debate “Mulheres sem Fronteiras”, com a psicóloga Elenice Bertoldo. Durante sua exposição, Elenice abordou o preconceito contra a mulher ao longo da história mostrando como a visão machista está arraigada em nosso dia a dia, partindo não apenas dos homens, mas também das mulheres.
Elenice lembrou que o preconceito e a opressão contra a mulher é milenar.

“Nos Dez Mandamentos, por exemplo, temos aquele que diz ‘não cobiçarás a mulher do próximo’, ou seja, a mulher é tida como uma ‘coisa’”.

Na atualidade, ela lembrou que, cotidianamente, as mulheres são submetidas a tratamentos diferente dos homens, seja no mercado de trabalho – onde seus salários são inferiores –, seja em casa. “Depois de um dia de trabalho, o homem chega em casa e descansa, enquanto a mulher vai para sua segunda ou até terceira jornada cuidando da casa e dos filhos”.

A psicóloga também apresentou dados das agressões sofridas pelas mulheres para demonstrar que vencer a cultura da violência ainda é um dos nossos maiores desafios. “Uma mulher é espancada a cada 15 segundos no Brasil; as agressões são diárias em 64,9% dos casos; em 63% das ocorrências, o agressor é o próprio cônjuge”.

“Precisamos começar a pensar e agir de maneira diferente para mudar essa situação. Sabemos que é difícil, mas temos de estar atentas e corrigir isso também na educação que damos aos nossos filhos, que serão os futuros homens, para que não reproduzam o machismo”, disse.

Após resgatar as origens do 8 de março, ela destacou que todas “as conquistas que as mulheres tiveram ao longo de muitos anos não vieram pela boa vontade masculina, mas de muita luta e pressão das mulheres”.

Para Todson Andrade, presidente do Sindicato, “é fundamental fortalecer a luta das mulheres contra a opressão, a desigualdade, a violência e as diferenças salariais em todos os dias do ano, mas o 8 de março é um dia especial em que nos focamos nestas questões e nos somamos às mulheres de todo o mundo para ajudar na luta para mudar nossa história”.

Após a palestra, foi servido um coquetel de confraternização, com a distribuição de brindes.

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