Construindo o sindicato de todos nós
Sindicato dos Metalúrgicos de Carlos Barbosa

Notícia

Lições do conflito do combustível

É falso o mito da Petrobras deficitária. Mesmo no período em que subsidiava o combustível, a estatal regis- trou geração de caixa positiva e índices econômico-contábeis em linha ou superiores às maiores petroleiras do mundo, como Chevron, Exxon e Shell. Excelência em liquidez corrente (capacidade de pagar dívida), retor- no financeiro sobre vendas, saldo de caixa (elevados, acima de US$ 20 bi ao ano), receita bruta (anual, acima da dívida que é paga em média superior a 10 anos).

Por David Fialkow Sobrinho, economista

Os impostos, apesar de elevados, não variaram, o motivo da elevação de preços foi a decisão da presidência da empresa, sob Pedro Parente, de fazer gestão em benefício dos acionistas, 40% deles estrangeiros. A União detém o controle da empresa em termos de ações ordinárias, com direito a voto, mas nas demais modalidades as ações estão em sua maioria em mãos privadas. Parente reduziu o refino em 30%, forçan- do a exportação de óleo cru e importação de diesel e gasolina, de maior valor agregado. Os EUA, agora se tornaram o maior exportador de diesel e gasolina ao Brasil, que representam 20% da pauta de exportações dos norte-americanos ao país. Temer, ao invés de determinar a baixa dos preços, usou o PIS e COFINS para subsidiar o lucro dos acionistas. Esses tributos sustentam a previdência dos brasileiros, ou seja, tira-se dos aposentados atuais e futuros para bancar os acionistas da Petrobras.

A Petrobras já provou que, quando necessário, pode, com responsabilidade, subsidiar os preços até certo ponto e manter-se economicamen- te saudável. Como estatal pode ser instrumento de melhora da competividade das empresas, porque os preços dos combustíveis impactam em muitas atividades e no consumidor também. A gestão puramente privada pode agradar a banca, o setor financeiro, mas quebrar o país.

+ Notícias

código captcha