A taxa de desemprego no Brasil encerrou 2024 com uma média de 6,6%, a menor já registrada desde o início da série histórica em 2012. No último trimestre do ano, a taxa ficou em 6,2%, mantendo-se estável em relação ao período de julho a setembro (6,4%). Esse desempenho representou uma queda de 1,2 ponto percentual (p.p.) em comparação com 2023 (7,8%), evidenciando uma recuperação contínua do mercado de trabalho.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Para o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, os números indicam uma consolidação do crescimento do emprego no país. “A queda na taxa de desemprego não ocorreu de forma isolada. Observamos um aumento da formalização do trabalho, além da recuperação de setores como comércio e serviços, que são grandes empregadores no Brasil”, destacou.

A melhora no mercado de trabalho foi impulsionada pelo crescimento econômico sustentado, políticas de incentivo à formalização e a retomada do setor de serviços, um dos mais afetados pela pandemia.

Segundo o economista André Perfeito, os programas de incentivo ao crédito para pequenas e médias empresas tiveram um papel fundamental na manutenção e ampliação de postos de trabalho. “O mercado de trabalho responde diretamente ao nível de atividade econômica. Em 2024, o Brasil registrou crescimento do PIB acima das expectativas, o que favoreceu a geração de empregos”, explicou.

Além da redução no desemprego, a taxa de subutilização da força de trabalho — que considera pessoas que trabalham menos horas do que gostariam ou que estão disponíveis para trabalhar, mas não conseguem emprego — também caiu. Isso indica não apenas mais oportunidades no mercado, mas também uma melhora na qualidade das ocupações. “Tivemos uma ampliação de vagas com carteira assinada e um recuo no trabalho informal, que historicamente tem um peso grande no Brasil”, analisou a pesquisadora e especialista em mercado de trabalho, Ana Tereza Pires.

Para o governo, os dados reforçam a efetividade das políticas de estímulo à economia e ao emprego. Em nota, o Ministério do Trabalho celebrou os resultados, destacando que “o Brasil segue avançando na construção de um mercado de trabalho mais inclusivo e sustentável”.

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,5% no trimestre terminado em janeiro, aponta a PNAD. No entanto, esse é o menor índice para um trimestre encerrado em janeiro desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. A mesma taxa, de 6,5%, também foi registrada em 2014.

Ao todo, 7,2 milhões de pessoas estão sem emprego no país, um crescimento de 5,3% na comparação com o trimestre anterior. Porém, frente a 2024 (8,3 milhões), o contingente apresentou queda de 13,1% (menos 1,1 milhão de pessoas).

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