
A proposta que prevê a redução da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda análise do Senado Federal. A iniciativa, apresentada pela deputada federal Daiana Santos (PCdoB-RS), reacendeu o debate sobre a duração da jornada de trabalho e os modelos adotados em diferentes países.
O texto aprovado busca reduzir gradualmente a jornada semanal, preservando salários e direitos dos trabalhadores. A discussão acompanha uma tendência internacional de busca por maior equilíbrio entre trabalho, saúde, lazer e convivência familiar.
A semana de quatro dias ainda é exceção no mundo. Bélgica e Islândia figuram entre os principais exemplos. Na Bélgica, porém, a mudança não reduz a carga horária semanal: as horas são concentradas em menos dias, o que pode resultar em jornadas diárias mais longas. No Chile, a semana de quatro dias pode ser adotada mediante acordo entre empresas e trabalhadores.
O debate sobre jornadas menores também está relacionado à preocupação crescente com doenças associadas ao estresse, à saúde mental e à qualidade de vida dos trabalhadores.
Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que os brasileiros trabalham, em média, cerca de 39 horas por semana. Apesar disso, uma parcela significativa dos trabalhadores ainda cumpre jornadas superiores às observadas em diversos países desenvolvidos.
A discussão sobre a redução da jornada segue mobilizando trabalhadores, empresas, entidades sindicais e o Congresso Nacional, sendo apontada como um dos temas mais relevantes das relações de trabalho na atualidade.