A próxima folha de pagamento surpreenderá positivamente milhares de trabalhadores. Isso porque os metalúrgicos de Carlos Barbosa aprovaram, por unanimidade, a proposta de reajuste salarial da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027, em assembleia realizada na noite desta terça-feira, 25 de agosto, na sede do Sindicato. A votação encerrou a campanha salarial, após intensa negociação entre o sindicato dos trabalhadores e o sindicato patronal (Simecs). As empresas já podem praticar o reajuste acordado em agosto.

Entre os principais pontos aprovados, destaca-se o reajuste salarial de 5,45% que, diante de uma inflação de 4,10%, assegura um aumento real de 1,35% nos salários da categoria. Além disso, o valor do quinquênio teve um ganho de 14%, subindo de R$ 114,00 para R$ 130,00, enquanto o piso salarial passa a ser de R$ 2.300,00, alcançando R$ 2.500,00 após 90 dias de contrato, o que representa avanços significativos considerando que a pauta inicial dos trabalhadores solicitava o valor de R$ 3.000,00.

O resultado obtido coloca Carlos Barbosa em posição de destaque nas negociações do setor no Rio Grande do Sul. Dados consolidados pelo Dieese apontam que a média de ganho real conquistada nas convenções do estado já fechadas em 2026 ficou em 0,91%.

O índice de 1,35% de ganho real de Carlos Barbosa supera cidades vizinhas da região serrana, como Bento Gonçalves (1,14% de ganho real e piso de R$ 2.212,35) e a região de Veranópolis e Nova Prata (1,04% de ganho real e piso de R$ 2.100,04), além de ficar acima de grandes polos como Porto Alegre (1,04% de ganho real) e de convenções estaduais da categoria que obtiveram apenas a reposição da inflação. O piso de R$ 2.500,00 estabelecido após a experiência também iguala a referência negociada em Caxias do Sul.

Sobre o resultado das tratativas e a conquista do quinquênio, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Carlos Barbosa, Todson Marcelo Andrade, avaliou o cenário construído durante as negociações: “Esse aumento será significativo para cada trabalhador e, consequentemente, para a economia. Quanto ao quinquênio, a gente abriu um caminho de discussão para os próximos anos, pois os empresários entenderam que a nossa pauta é legítima e condiz com a realidade da categoria, especialmente com o pessoal que tem mais tempo de empresa e por vezes não tem como receber novos aumentos por já ter atingido o teto. É um caminho onde a direção do sindicato vai continuar reivindicando e mostrando a sua importância”, defende o presidente.

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